A continuidade dos negócios de uma organização em patamares aceitáveis, com expectativas claras de crescimento passa obrigatoriamente por mudanças, as chamadas mudanças corporativas, que podem interferir de maneira expressiva na vida funcional de seus colaboradores, principalmente de seus executivos.
A mudança corporativa ou organizacional é uma alteração planejada ou não que impacta diretamente nos resultados ou nas relações entre as pessoas no trabalho. É um processo sujeito à muita resistência e por isso requer um árduo período de convencimento.
Quando enxergamos o universo dos executivos de uma organização, os responsáveis pelos resultados, pela geração de vantagens competitivas, pela garantia da eternização das operações observamos que, muitas vezes, a inserção das mudanças em suas respectivas rotinas não é uma tarefa simples e exige muito do colaborador, o que podemos chamar de resiliência.
A resiliência pode ser definida como sendo a capacidade de antecipar, preparar, responder e adaptar-se às mudanças mantendo a rotina ou novas rotinas dentro da estabilidade operacional. Dessa forma, é possível observar de maneira clara o lado positivo das mudanças.
A construção da resiliência pessoal é um processo ligado ao amadurecimento tanto pessoal quanto profissional, e é importante que coloque no foco o que de melhor temos diante do que nos acontece. Após essa análise, voltar à condição original não é o esperado, o esperado é que volte melhor, mais forte, o que Nassim Taleb chamou de Antifrágil.
Alguns pontos são importantes quando estiver diante de mudanças:
- A comunicação está na base dessa pirâmide, o que implica na necessária socialização e uma assertiva relação no trabalho. Busque mesclar os assuntos, falando por vezes do que acontece fora do contexto da organização, é importante para a estabilidade e insights diferenciados;
- Não perca de vista seus objetivos, eliminando a insegurança e uma eventual perda de autoestima. Lembre-se do que já construiu e de como o fez;
- Deixe o passado no passado, remoer sentimentos, procurar argumentos que possam vitimizá-lo justificando, assim, um eventual insucesso, tudo isso pode abatê-lo, torná-lo cego a oportunidades e, principalmente, reduzir sua capacidade produtiva;
- O desenvolvimento de sua inteligência emocional, administrando com eficácia suas emoções. Essa ação é básica diante das mudanças, e o segredo é lidar tanto com suas reações como as das pessoas de sua equipe;
- Não permita que seja tomado pelo mau humor. Garanta a leveza no ambiente onde trabalha.
Há, como sempre, nos temas voltados à gestão, muito mais a se colocar, mas o comentado pode ser o início na busca de uma instrumentalização efetiva.
É importante salientar que se trata de obviedades, nada que não conheçamos bem, mas muitas vezes é preciso realçar o óbvio, que deixamos de lado, para ações bem-sucedidas.

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